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A King James Version (KJV), datada de 1611, desempenhou um papel crucial na história das traduções bíblicas. Patrocinada pelo rei Tiago I da Inglaterra, essa tradução para o inglês tornou-se a mais amplamente divulgada e influente de todos os tempos. Apesar de não possuir uma "autorização" oficial, foi reconhecida como a Versão Autorizada, também conhecida como Versão do Rei Tiago devido à sua associação com o monarca.
A necessidade de uma tradução em inglês tornou-se evidente na década de 1380, quando João Wycliffe e outros estudiosos de Oxford produziram traduções da Vulgata. No entanto, essas tentativas foram proibidas de circular, levando William Tyndale a traduzir o Novo Testamento diretamente do grego em 1526. Apesar de sua execução em 1536, Tyndale deixou um legado ao publicar o Pentateuco e revisões do Novo Testamento.
A primeira Bíblia completa em inglês foi publicada por Myles Coverdale em 1535, e várias traduções seguiram, todas influenciadas pelas Bíblias alemãs de Lutero. Com a ascensão do rei Tiago I em 1603, uma conferência em Hampton Court, em 1604, autorizou a produção da KJV. Revisores em Oxford, Cambridge e Westminster trabalharam por quase uma geração para criar uma tradução que substituísse a popular Bíblia de Genebra.
A durabilidade da KJV pode ser atribuída a vários fatores, como sua promoção pela Igreja da Inglaterra, a escrita primorosa de cerca de 50 acadêmicos revisores, sua aceitação por diferentes alas da igreja e sua lírica e rítmica singular. Ao contrário de outras traduções, a KJV não enfrentou perseguições e não carregava estigmas, garantindo sua longevidade.
A Jornada da King James Clássica (KJC) no Contexto Brasileiro:
A Editora Hagnos empreendeu a tarefa hercúlea de trazer a KJC para o público de língua portuguesa, baseada na renomada KJV. O propósito foi oferecer transparência na tradução, permitindo que a KJV "falasse português" de maneira elegante e clara. Essa iniciativa busca proporcionar aos leitores brasileiros um gostinho do sabor, da elegância e da clareza da aclamada versão inglesa.
A KJC preserva as nuances da KJV, diferenciando-se de traduções consolidadas como a de João Ferreira de Almeida e outras clássicas. A busca por clareza e simplicidade na KJC destaca-se quando comparada a variantes mais antigas de Almeida, mostrando estruturas sintáticas e vocabulares mais simples e diretas.
A tradução, apresentada como uma iniciativa louvável da Editora Hagnos, visa ganhar apreço pela clareza e simplicidade da KJV no contexto brasileiro. Ao cotejar com variantes mais antigas de Almeida, torna-se evidente que a KJC se aproxima, em muitos aspectos, de versões modernas como a Nova Versão Internacional (NVI), proporcionando ao leitor uma experiência única e acessível ao Texto Sagrado.
